terça-feira, 4 de janeiro de 2011
ETAR de Paço dos Negros
Depois de em 2005, os próprios topógrafos que na rua junto a minha casa (e dentro do meu jardim), me terem garantido que iam ser construídos os esgotos e a ETAR nesse ano. Não se concretizou.
Em 2009, terem sido colocados os esgotos (bem ou mal, a julgar pelas tampas, todas irregulares, duvido que tenham qualidade), e rebentado com as estradas, que estão dignas de um rali todo-o-terreno, e sem que se saiba quando funcionarão os esgotos... Há quem afirme que os esgotos estão com 20 anos de atraso...
Será que é finalmente nas eleições de 2013?
Como leigo, alguém me consegue explicar porque é que a ETAR de Paço dos Negros vai ser construída, nos Gagos, junto à ribeira, cerca de 5 km a montante, em zona de reserva agrícola e ambiental, e não a jusante da aldeia, na confluência dos ramais dos esgotos das várias ruas, com todo o terreno livre que ali há?
Será que bombear todos os detritos, numa distância de 5 km, e alguns metros de desnível, trará uma economia de recursos?
Será que em caso de avaria da etar, e temos bons exemplos no concelho, todo a escorrência não vai contaminar as águas da ribeira e das dezenas de nascentes em que esta ribeira é tão rica e das quais as populações se servem?
Não quero afirmar que exista um caso de compadrio, mas o povo de Paço dos Negros, que pode vir a ser altamente prejudicado, deveria interrogar-se o porquê deste local?
Este mesmo povo que, em vez de exercer a cidadania, prefere, de barrete na mão, mendigar na câmara e na junta, uma esmolinha de uma carradinha de saibro, uma saquinha de cimento para enfeitar a frente da sua porta, bem pode limpar as mãos à parede pois não há localidade com as frentes das casas e os passeios (que não tem), tão desgraçados. É o que dá a subserviência...
A GENTE LÊ OS JORNAIS, VÊ AS CHAMADAS DE ATENÇÃO DE PESSOAS SENSATAS, E COMEÇA A SENTIR VERGONHA PELOS GOVERNANTES QUE ESTE CONCELHO TEM.
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Romanceiro da Ribeira de Muge
A Academia Itinerarium XIV - Ribeira de Muge, integrado no programa das comemorações dos 500 anos do Paço Real da Ribeira de Muge, apresenta algumas peças do romanceiro medieval recolhidas localmente.
Com sede em Paço dos Negros, é esta a missão da Academia: pesquisar, recolher, registar, divulgar, dignificar todo o património histórico e cultural da Ribeira de Muge, seja património material ou imaterial.
Programa de Janeiro:
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sábado, 25 de dezembro de 2010
Maria Trindade da Silva
Maria Trindade da Silva, 1923-2010
Fechou-se uma biblioteca em Marianos.
Obrigado Maria da Silva, por ter franqueado "a porta da sua biblioteca" a este pobre escrevinhador.
Descanse em Paz.
Pelo significado dos versículos seguintes, que Maria da Silva, iletrada, nos cantou, o tema deste romance remontará ao longínquo século XII, ao tempo das cruzadas à Terra Santa. Atentemos:
– Dizei-me vós capitão, com a sua formosa armada,
Se viste o meu marido, em terra que Deus pisava.
– Andam tantos cavaleiros, naquela terra sagrada…
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Paço dos Negros e a sua Academia
À CONSIDERAÇÃO DOS MEMBROS DA ACADEMIA E POPULAÇÃO EM GERAL
Dada uma certa desinformação, derivada de um certo caciquismo que impera nesta terra (Paço dos Negros) e neste concelho (Almeirim), e que vive à custa de uma certa ignorância cultural (e do orçamento), impõe-se um esclarecimento:
Porque nasceu a Academia da Ribeira de Muge?
A Academia, aberta às populações vizinhas, nasceu de uma necessidade de preservar a cultura da Ribeira de Muge. Toda a cultura, em todas as suas vertentes, e da não-resposta dada pelas associações culturais existentes, mormente em Paço dos Negros.
Finalidades da Academia da Ribeira de Muge.
Dado o atraso temporal com que o troço médio deste vale da Ribeira de Muge teve acesso a contactos externos mais intensos, manteve e pode exibir hoje, ainda, esta região, uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia recolheu, subindo ao povo, como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e quer apresentar. Quer apresentar, mas não de qualquer maneira. Com demasiados vícios, o folclore, resultantes de um passado próximo nem sempre dignificante, toda a peça que a Academia apresente tem de passar pelo crivo científico. Só assim se pode elevar e dignificar a nossa cultura. Não só dignificar, mas sublimar a cultura que os nossos mais velhos criaram.
Cada exibição deve ter por finalidade tornar presente e actual (como que tornar sagrado), um determinado momento passado da cultura dos nossos antepassados.
Cada elemento deve saber dar as razões da cultura que carrega aos ombros, aos vários níveis: musical, de poesia popular, de danças, de trajes.
Cada elemento deve dignificar o significado da palavra folclore (toda a cultura popular) que, em Portugal tem hoje uma carga negativa e achincalhante, é associada a coisa de pouco préstimo, de coisa mais ou menos improvisada, mais ou menos fantasista, mais ou menos “folclórica”.
Um membro desta Academia não deve achar correcto, por exemplo, que se envergue mais o traje regional, em dia de Carnaval. O traje, tal como as danças e as melodias, devem ser genuínos, e devem ser um símbolo da nossa cultura, a alma daquilo que somos como pessoas e como comunidade. O traje deve ser respeitado e usado, com orgulho, nos dias de maior lustre para a comunidade: Uma inauguração, uma homenagem, um dia de festa, uma visita de figura ilustre, etc. Só assim, conhecendo e usando o passado para construir um futuro de progresso, valerá a pena metermo-nos nesta aventura.
(clique para ouvir)(solista Jesuína Mendes)
domingo, 12 de dezembro de 2010
Academia da Ribeira de Muge - Folclore genuíno
Paço dos Negros orgulha-se de ter guardado das suas raizes culturais, quiçá do século XVI, o seu ex-libris, esta "Dança do Fidalgo", genuína, uma pérola que, segundo opiniões avalizadas, pode competir a nível mundial, com outras danças folclóricas e étnicas.
(Interpretação: Jerónimo Baptista)
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Concerto de Natal
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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