segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Actas do colóquio sobre a realidade dos moinhos de vento portugueses


Índice

  • Nota Prévia
  • Objetivos do Colóquio
  • Programa do Colóquio
  • Mesa de Abertura
  • Os moinhos de vento no distrito de Aveiro, por Armando Carvalho Ferreira
  • Moinhos com Novos Ventos, por Fátima Nunes
  • Os Moinhos de Vento na Região da Ribeira de Muge: o labor do vento em terra de moinhos de água, por Samuel Rodrigues Tomé
  • Personalidades institucionais presentes



Encomendas para academia.xiv@gmail.com 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Homenagem a Frazão de Vasconcelos

Aproveitando a homenagem a Frazão de Vasconcelos, o primeiro que viu a importância do quinhentista Paço Real da ribeira de Muge, mais um pequeno/grande passo para o reconhecimento da História e fundação de Paço dos Negros, e da importância que este paço teve no século XVI, no auge da gloriosa História de Portugal, e pode vir a ter nesta época do turismo.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Um tributo da Academia a Frazão de Vasconcellos


A Academia Portuguesa da História (APH), representada pela sua secretária-geral (a Prof. Doutora Maria de Fátima Reis), estará presente na homenagem a Frazão de Vasconcellos promovida pela Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge, no próximo dia 1 de dezembro, às 15 horas, no Paço Real da Ribeira de Muge (Paço dos Negros - Almeirim). 

Frazão de Vasconcellos foi o primeiro académico que estudou o Paço Real da Ribeira de Muge, e publicou um artigo sobre o mesmo da revista Brasões e Genealogias, em 1926. A Academia Itinerarium XIV assinala os 90 desta publicação dando a conhecer, em Paço dos Negros, quem foi Frazão de Vasconcellos, uma vez que é uma personalidade praticamente desconhecida aqui. 

Frazão de Vasconcellos foi membro da Academia Portuguesa da História, e a Prof. Doutora Maria de Fátima Reis proferirá uma palestra intitulada "José Frazão de Vasconcellos na Academia Portuguesa da História". 

Esta será, sem dúvida, uma oportunidade ímpar para conhecer melhor este vulto de cultura nacional, que além do Paço Real da Ribeira de Muge houvera publicado também um estudo em 1924 onde abordava o Convento de Nossa da Serra, também no concelho de Almeirim.  

A sessão terminará com um momento cultural "Crespo com Trio de Cordas". Um tributo à cultura popular. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

160 anos, a homenagem de um ferroviário.



 Do livro Histórias Ferroviárias.

O dia da Inauguração do Caminho-de-ferro


Se este livro recorre, de certo modo, a aspectos algo caricatos ocorridos com ferroviários, o certo é que faz jus ao dia da inauguração do primeiro troço de linha, entre o Cais dos Soldados e o Carregado, a 28 de Outubro de 1856 em que, apesar da solenidade do dia, logo proporcionou a primeira história grotesca para ser contada aos vindouros.
Eis o que, destoando da boa imprensa da época, “tudo correu sobre rodas”, encontramos nas “Memórias da Marquesa de Rio Maior”, sobre o acontecimento histórico:
"Vou narrar o que me lembra do solene dia da inauguração que, enfim, chegou…
Como estávamos de luto pelo falecimento de minha querida Avó, minha Mãe não quis ir ao banquete do Carregado. Mas foi comigo para um cerro fronteiro à estação de Alhandra ver a passagem do comboio em que meu Pai devia tomar lugar…
Murmurava-se insistentemente que a ponte de Sacavém não poderia resistir ao peso… Esse terror, conjugado com o atraso enorme, punha os nossos corações em sobressalto, no pavor de que se tivesse dado uma catástrofe.
Finalmente, avistámos ao longe um fumozito branco, na frente de uma fita escura que lembrava uma serpente a avançar devagarinho. Era o comboio!
Quando se aproximou, vimos que trazia menos carruagens do que supúnhamos. Vinha festivamente embandeirado o vagão em que viajava El-Rei D. Pedro V.
O comboio parou um momento na estação, de onde se ergueram girândolas estrondosas de foguetes; vimos El-Rei debruçar-se um instante e fazer-nos uma cortesia; meu Pai, alegremente, acenou-nos um adeus rápido. Tudo passou como uma visão (...). Só no dia seguinte ouvimos meu Pai contar, com aquela "verve", que lhe era peculiar em certas ocasiões, as várias peripécias dessa jornada de inauguração.
A máquina, escusado será dizer, das mais primitivas (parecia um enorme garrafão), não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram; e fora-as largando pelo caminho. Algumas, de convidados, nos Olivais. O vagão do Cardeal-Patriarca e do Cabido ficou em Sacavém; mais um, recheado de dignitários, ficou ao desamparo na Póvoa. – Creio que se o Carregado fosse mais longe, e a manter-se uma tal proporção, chegava lá a máquina sozinha, ou parte dela.
Foi pelas alturas da Póvoa que meu Pai passou para a carruagem real na qual chegou ao Carregado, onde assistiu aos festejos, e onde pôde comer lautamente, porque o banquete era farto e também porque…passaram muita fome os que ficaram pelo caminho. Esses desprotegidos da sorte, semeados pela linha ao acaso das debilidades da tracção acelerada, só chegaram alta noite a Lisboa, depois de ousadíssimas aventuras, que encheram durante meses os soalheiros oficiais. Até andou gente com archotes, pela linha, em procura dos náufragos do Progresso.







Como o povo cantou a morte de D. Pedro V


Foi D. Pedro V o monarca que inaugurou a era dos caminhos-de-ferro em Portugal. Jovem rei, muito querido dos portugueses, junto de engenheiros e operários percorrendo a linha, visionando os trabalhos, afincadamente tinha concorrido para esta inauguração. Morreu jovem, aos 24 anos. O seu funeral realizado no dia 16 de Novembro de 1861, cinco dias após a sua morte, foi uma grande manifestação do amor do povo para com o seu amado rei. É da história que centenas de milhares de pessoas choravam à passagem do cortejo fúnebre. É das crónicas que ilustres positivistas, como Herculano, o choraram.
Através de uma canção, perdida entre o povo simples de uma remota aldeia do concelho de Almeirim, Paço dos Negros, canção que tive se não o privilégio de a resgatar da morte, ao menos o prazer de a gravar e de a dar a conhecer neste livro, vislumbra-se o mesmo povo que, tão intensamente sentiu esta perda, vibrou com o moderno meio de transporte, de tal modo associou o rei aos tempos de progresso futuros que adivinhava que, mesmo na morte, quis cantar D. Pedro V perenemente associado ao comboio.
Remontará esta canção ao ano de 1861, ano da morte do fundador dos caminhos-de-ferro em Portugal:
Quando o comboio bateu
Três pancadas na estação
Já morreu D. Pedro V
Neto do rei João

Neto do rei João
Filho do imperador
Já morreu D. Pedro V
Já vai chegando o vapor

Já vai chegando o vapor
Com as bandeiras arvoradas
Com as bandeiras de luto
Só lhe falta as encarnadas

Só lhe falta as encarnadas
Para dar vivas ao povo
Já morreu D. Pedro V
Já lá vem o comboio novo

Já lá vem o comboio novo
Já lá vem ele a apitar
Já morreu D. Pedro V
Vem a mortalha a chegar

Vem a mortalha a chegar
Aceita-a devagarinho
Já morreu D. Pedro V
Vem o caixão no caminho.

Nota: É cantada.

PS. Quando o comboio bateu/Três pancadas na estação, tratar-se-à, de uma metáfora, à laia das pancadas de Molière, para dizer da importância do D. Pedro V na ferrovia e da sua prematura morte logo ao "bater das pancadas", pois o funeral deu-se em Lisboa e ainda não havia na cidade outras linhas.
















sábado, 13 de agosto de 2016

Carta Aberta

A Academia Itinerarium XIV dirigiu-se no passado dia 11 de Agosto ao edifício dos Paços do Concelho, em Almeirim, onde entregou aos elementos do executivo municipal uma segunda carta aberta (reproduzida abaixo) onde firmou as preocupações com o estado de conservação do Paço Real da Ribeira de Muge, já descritas na missiva entregue há um ano atrás, e à qual nunca obteve resposta. Entregamos a carta em mão à Vereadora Maria Emília Moreira, deixando no secretariado para os demais membros do executivo, que não se encontravam presentes. 



Com efeito, o Paço Real da Ribeira de Muge, berço da aldeia de Paço dos Negros (freguesia de Fazendas de Almeirim), é o último vestígio edificado que atesta a presença da Corte no séc. XVI no concelho de Almeirim. Sendo propriedade do município, é de todo pertinente que a edilidade tome em mãos a responsabilidade de evitar que o espaço se degrade mais do que aquilo que nos chegou, uma vez que, sendo estruturas centenárias, necessitam de manutenção para garantir a sua preservação. 
Seguem em anexo duas fotos do estado de degradação do paço, assim como o link para o blog da academia, onde se poderão encontrar mais fotos: 

No final da carta, a academia compromete-se a continuar a valorizar o Paço Real da Ribeira de Muge, não só dinamizando o mesmo, mas preservando a sua história e a sua memória. Dando lugar a este pressuposto, a academia não deixa de registar que este ano se completam 90 anos da publicação d' "O Paço dos Negros da Ribeira de Muge e os seus Almoxarifes", o primeiro estudo monográfico sobre este local, da autoria de Frazão de Vasconcellos. Até ao final do ano, a Academia Itinerarium XIV dará lugar à evocação desta efeméride. 


2.ª Carta Aberta ao Executivo da Câmara Municipal de Almeirim

Sobre a Conservação do Paço Real da Ribeira de Muge


Paço dos Negros, 11 de agosto de 2016

Exmo. Sr. Presidente e Exmos. Srs. Vereadores,

A Academia Itinerarium XIV no dia 10 de agosto de 2015 entregou aos membros do executivo municipal uma carta aberta, onde expressava as suas preocupações com o estado de conservação do Paço Real da Ribeira de Muge, dando algumas possíveis linhas de conservação preventiva que podem ser seguidas, advenientes da formação académica e profissional de alguns dos elementos da Academia.

Infelizmente, da parte do executivo municipal, não mereceu a Academia qualquer resposta dando conta da sua intenção, ou não, de proceder de acordo com o sugerido na carta aberta, ou sequer acusando a receção da mesma. Lamentamos que este assunto apenas uma vez, a fazer fé nas atas, tenha sido levado a reunião de câmara, reconhecendo contudo que este tenha sido trazido por um vereador que, ainda que não tenha pelouros atribuídos, manifestou sensibilidade para o mesmo.

Verificamos que durante o inverno foram feitas pequenas intervenções no portal, nomeadamente a limpeza da flora, confirme sugeríamos. Esperamos que esta intervenção tenha sido feita com respeito pela integridade da estrutura e com conhecimentos técnicos adequados, ao contrário de outras intervenções que foram feitas no passado (nomeadamente na capela). Contudo, verificamos que os problemas que enunciámos continuam por resolver no geral. O portal continua com o reboco descarnado, tanto na parede como nos merlões, que importa consolidar. Isto apenas no portal, pois não pretendemos repetir tudo aquilo que escrevemos há um ano atrás, uma vez que os fatores de degradação continuam ser os mesmos, apenas se acentuaram!

Colocaremos no nosso blog e na nossa página do facebook (links no final da carta) um conjunto imagens que materializam as nossas preocupações e evidenciam o estado em que o Paço Real da Ribeira de Muge se encontra.

Reconheça-se que o Paço Real da Ribeira de Muge é efetivamente a última edificação que testemunha a presença da corte no séc. XVI no nosso concelho. A capacidade de intervenção e de valorização futura depende das atitudes de hoje.

Reiteramos a nossa total disponibilidade para, juntamente com a autarquia, constituirmos um grupo de trabalho que permita, em tempo útil, pelo menos a preservação do muito que ainda resta do nosso Paço Real da Ribeira de Muge. Sugerimos o agendamento de uma visita de trabalho que permita elencar estratégia e procedimentos visando o proposto.

Pela nossa parte, continuaremos a fazer aquilo que conseguirmos, com os nossos limitados recursos: valorizar o Paço Real da Ribeira de Muge.
O Secretariado da Academia Itinerarium XIV

Aquilino Manuel Pratas Fidalgo
Lucília Ferreira Cipriano Evangelista
Manuel da Conceição Evangelista
Maria Nélia Silva Castelo dos Reis
Samuel José Rodrigues Tomé




Esta carta será entregue individualmente a cada um dos membros do executivo municipal, e será dado conhecimento aos Grupos Municipais, ao Sr. Presidente da Assembleia Municipal, ao Executivo da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Assembleia de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Imprensa, rede de contactos da academia e publicação do blog da Academia Itinerarium XIV.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Personalidades institucionais presentes no Colóquio “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”.

Foram várias as personalidades que se associaram ao Colóquio “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”, marcando presença a nível institucional, desde órgãos autárquicos, a associações e entidades oficiais. Segue abaixo a listagem dos presentes nestas condições, por ordem alfabética:

  • Alberto Santos, Alenculta – Associação Cultural de Alenquer
  • Anabela Silva, Secretária do Executivo da Junta de Freguesia da Raposa
  • António Cruz Martins, Deputado Municipal da Assembleia Municipal de Almeirim
  • António José Dionísio, Tesoureiro da Junta de Freguesia da Raposa
  • António Nabais, Associação Portuguesa de Museologia
  • Cristina Casmiro, Presidente da Junta de Freguesia da Raposa
  • Eurico Henriques, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Almeirim
  • Fernando Oliveira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Lourinhã
  • João Duarte Carvalho, Presidente da Câmara Municipal da Lourinhã
  • José Carlos Ramalho, Real Associação do Ribatejo
  • Julieta Coimbra, Real Associação do Ribatejo
  • Maria Emília Moreira, Vereadora da Câmara Municipal de Almeirim
  • Maria Ramalho, Presidente do Conselho de Administração do ICOMOS Portugal
  • Pedro Oliveira Inácio, Museu da Água
  • Raquel Raposo, Alenculta – Associação Cultural de Alenquer
  • Roberto Caneira, Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo
  • Sónia Colaço, Vereadora da Câmara Municipal de Almeirim