sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

2 DE FEVEREIRO, DIA DA SENHORA DAS CANDEIAS

Coisas do povo, recolhidas em Paço dos Negros, Almeirim, para dia 2 de Fevereiro que é dia de Santa Maria, Senhora das Candeias:

Se queres saber qual é o teu dia, jejua à véspera de Santa Maria.

Se chover água miudinha, há muitas abelhas, muito mel… Se for chuva grossa, os enxames só deitam zângãos.

Chuva pelas Candeias, mel, abelhas e colmeias.

Pelas candeias, cada pingo de água é uma abelha.

«No dia de Santa Maria é o dia que as andorinhas começam a chegar e o milheirós a abalar.
As andorinhas criam cá no Verão e depois vão em grandes bandos para a nação delas. O milheirós passa cá o Inverno, mas é dizimado pelo homem porque o milheirós é bom para comer; quando abala vão só meia dúzia deles.
A andorinha no caminho encontrou o milheirós:
- Adeus compadres patalocos
Então foram muitos e vieram poucos…
- Adeus comadres putas
Então foram poucas e vieram muitas.»

domingo, 21 de janeiro de 2018

CERCA DO POMAR REAL DE PAÇO DOS NEGROS, DE 1511, ATÉ HÁ DIAS ATRÁS...

Apetecia-me citar Mário Saa, num caso diverso, mas igual… «bem assim uma prancha de argila, com inscrição, prontamente estilhaçada e dispersa pelo próprio jornaleiro que a encontrou… o qual, homem novo, sabia ler e escrever. (É incurável o mal da “barbaria”; não há letras que a extirpem!)».



Qual a mais valia com a aceleração da destruição, se ali nem passa muita água?

Com o rebaixamento do muro, (e o entalamento das pedras), será para que o mesmo caia rapidamente? Só pode...
Anexo carta, das cerca de uma qinzena, publicadas, onde vemos este pomar real, aquando da nomeação dos almoxarifes, este, tal como os anteriores, nos 250 anos transactos, mantém a obrigação de manter o pomar com as suas ruas limpas pelo que deve trazer permanentemente dois homens adidos a este serviço, para o que recebia, em somatório, 40 mil reais por cada um ano:
«Sua Majestade atendendo a ser o dito Paulo Soares da Mota filho legítimo e mais velho de João de Seixas Henriques último proprietário que foi do oficio dos Paços dos Negros da Ribeira de Muge e confiando-lhe que de tudo dará inteira satisfação e servirá bem e fielmente há por bem fazer mercê ao dito Paulo Soares da Mota da propriedade do oficio de almoxarife dos Paços dos Negros da Ribeira de Muge que terá e servirá enquanto o dito senhor o houver por bem e não mandar o contrário com o qual oficio haverá de seu ordenado quarenta mil reais em dinheiro pago no almoxarifado dos Paços Reais desta cidade com a obrigação de pagar à sua conta a dois hortelões que são necessários para a horta que trará sempre cultivada com as suas ruas limpas com árvores de fruto e silvestres e fará seus mesmos os frutos da mesma horta e das terras anexas ao Paço e mais haverá dois moios de trigo e dois de cevada pagos pelo almoxarifado das Jugadas de Santarém tudo com conhecimento das Sisas e Paços reais em que conste ter satisfeito as obrigações do mesmo ofício e os mais prós e percalços que direitamente lhe pertencerem sendo também obrigado a residir a maior parte do ano no referido Paço e esta mercê lhe faz com a Clausula Geral na forma do Decreto xxx? de que foi passada carta a 3 de Março de 1769.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

À ATENÇÃO DOS SENHORES POLÍTICOS.

Barbaridades em Paço dos Negros. O rei vai nu em Almeirim, em questões de preservação da História e da Cultura. É só uma amostra... Desapareceram as cordas. Invasão com automóveis e tractor. Parede do pórtico monumental prestes a ruir. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O Culto Mariano

Um momento de perceber a cultura popular e as crenças, numa visão evolutiva, histórica, antropológica e social.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O Historial da igreja de Paço dos Negros.

Para registo futuro, o pequeno livro que conta a história dos 35 anos, de Fevereiro de 1958, a Dezembro de 92, que levou a construção do edifício da Igreja de Paço dos Negros. Todos os principais passos: as diversas fases, desde a génese, à primeira pedra, até à inauguração. As pessoas, as lutas, as dificuldades, que envolveram a construção de um edifício e de uma comunidade.
Um documento oferecido à comunidade.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Coisas do antigamente. A propósito: Quem é que deixou entrar o Maio?

Não se podia deixar entrar o Maio, senão andávamos doentes todo o ano.

Em Maio, com sono caio.



Os homens iam de porta em porta a anunciar o Maio e, a quem estivesse deitado, já com sol nado,

diziam:            
                                                   

Este está a deixar entrar o Maio!






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Por vezes, entravam casa adentro e iam à cama fazer levantar os "preguiçosos".

Era de obrigação levantar-se antes do nascer do sol, ir partir um ramo de sabugueiro, ver quem é que chegava primeiro à porta da outra pessoa e pendurar-lhe o ramo na porta.

Este costume dava azo a que alguns fossem pendurar o ramo de sabugueiro à porta dos vizinhos, de noite, na véspera.