sábado, 13 de agosto de 2016

Carta Aberta

A Academia Itinerarium XIV dirigiu-se no passado dia 11 de Agosto ao edifício dos Paços do Concelho, em Almeirim, onde entregou aos elementos do executivo municipal uma segunda carta aberta (reproduzida abaixo) onde firmou as preocupações com o estado de conservação do Paço Real da Ribeira de Muge, já descritas na missiva entregue há um ano atrás, e à qual nunca obteve resposta. Entregamos a carta em mão à Vereadora Maria Emília Moreira, deixando no secretariado para os demais membros do executivo, que não se encontravam presentes. 



Com efeito, o Paço Real da Ribeira de Muge, berço da aldeia de Paço dos Negros (freguesia de Fazendas de Almeirim), é o último vestígio edificado que atesta a presença da Corte no séc. XVI no concelho de Almeirim. Sendo propriedade do município, é de todo pertinente que a edilidade tome em mãos a responsabilidade de evitar que o espaço se degrade mais do que aquilo que nos chegou, uma vez que, sendo estruturas centenárias, necessitam de manutenção para garantir a sua preservação. 
Seguem em anexo duas fotos do estado de degradação do paço, assim como o link para o blog da academia, onde se poderão encontrar mais fotos: 

No final da carta, a academia compromete-se a continuar a valorizar o Paço Real da Ribeira de Muge, não só dinamizando o mesmo, mas preservando a sua história e a sua memória. Dando lugar a este pressuposto, a academia não deixa de registar que este ano se completam 90 anos da publicação d' "O Paço dos Negros da Ribeira de Muge e os seus Almoxarifes", o primeiro estudo monográfico sobre este local, da autoria de Frazão de Vasconcellos. Até ao final do ano, a Academia Itinerarium XIV dará lugar à evocação desta efeméride. 


2.ª Carta Aberta ao Executivo da Câmara Municipal de Almeirim

Sobre a Conservação do Paço Real da Ribeira de Muge


Paço dos Negros, 11 de agosto de 2016

Exmo. Sr. Presidente e Exmos. Srs. Vereadores,

A Academia Itinerarium XIV no dia 10 de agosto de 2015 entregou aos membros do executivo municipal uma carta aberta, onde expressava as suas preocupações com o estado de conservação do Paço Real da Ribeira de Muge, dando algumas possíveis linhas de conservação preventiva que podem ser seguidas, advenientes da formação académica e profissional de alguns dos elementos da Academia.

Infelizmente, da parte do executivo municipal, não mereceu a Academia qualquer resposta dando conta da sua intenção, ou não, de proceder de acordo com o sugerido na carta aberta, ou sequer acusando a receção da mesma. Lamentamos que este assunto apenas uma vez, a fazer fé nas atas, tenha sido levado a reunião de câmara, reconhecendo contudo que este tenha sido trazido por um vereador que, ainda que não tenha pelouros atribuídos, manifestou sensibilidade para o mesmo.

Verificamos que durante o inverno foram feitas pequenas intervenções no portal, nomeadamente a limpeza da flora, confirme sugeríamos. Esperamos que esta intervenção tenha sido feita com respeito pela integridade da estrutura e com conhecimentos técnicos adequados, ao contrário de outras intervenções que foram feitas no passado (nomeadamente na capela). Contudo, verificamos que os problemas que enunciámos continuam por resolver no geral. O portal continua com o reboco descarnado, tanto na parede como nos merlões, que importa consolidar. Isto apenas no portal, pois não pretendemos repetir tudo aquilo que escrevemos há um ano atrás, uma vez que os fatores de degradação continuam ser os mesmos, apenas se acentuaram!

Colocaremos no nosso blog e na nossa página do facebook (links no final da carta) um conjunto imagens que materializam as nossas preocupações e evidenciam o estado em que o Paço Real da Ribeira de Muge se encontra.

Reconheça-se que o Paço Real da Ribeira de Muge é efetivamente a última edificação que testemunha a presença da corte no séc. XVI no nosso concelho. A capacidade de intervenção e de valorização futura depende das atitudes de hoje.

Reiteramos a nossa total disponibilidade para, juntamente com a autarquia, constituirmos um grupo de trabalho que permita, em tempo útil, pelo menos a preservação do muito que ainda resta do nosso Paço Real da Ribeira de Muge. Sugerimos o agendamento de uma visita de trabalho que permita elencar estratégia e procedimentos visando o proposto.

Pela nossa parte, continuaremos a fazer aquilo que conseguirmos, com os nossos limitados recursos: valorizar o Paço Real da Ribeira de Muge.
O Secretariado da Academia Itinerarium XIV

Aquilino Manuel Pratas Fidalgo
Lucília Ferreira Cipriano Evangelista
Manuel da Conceição Evangelista
Maria Nélia Silva Castelo dos Reis
Samuel José Rodrigues Tomé




Esta carta será entregue individualmente a cada um dos membros do executivo municipal, e será dado conhecimento aos Grupos Municipais, ao Sr. Presidente da Assembleia Municipal, ao Executivo da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Assembleia de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Imprensa, rede de contactos da academia e publicação do blog da Academia Itinerarium XIV.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Personalidades institucionais presentes no Colóquio “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”.

Foram várias as personalidades que se associaram ao Colóquio “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”, marcando presença a nível institucional, desde órgãos autárquicos, a associações e entidades oficiais. Segue abaixo a listagem dos presentes nestas condições, por ordem alfabética:

  • Alberto Santos, Alenculta – Associação Cultural de Alenquer
  • Anabela Silva, Secretária do Executivo da Junta de Freguesia da Raposa
  • António Cruz Martins, Deputado Municipal da Assembleia Municipal de Almeirim
  • António José Dionísio, Tesoureiro da Junta de Freguesia da Raposa
  • António Nabais, Associação Portuguesa de Museologia
  • Cristina Casmiro, Presidente da Junta de Freguesia da Raposa
  • Eurico Henriques, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Almeirim
  • Fernando Oliveira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Lourinhã
  • João Duarte Carvalho, Presidente da Câmara Municipal da Lourinhã
  • José Carlos Ramalho, Real Associação do Ribatejo
  • Julieta Coimbra, Real Associação do Ribatejo
  • Maria Emília Moreira, Vereadora da Câmara Municipal de Almeirim
  • Maria Ramalho, Presidente do Conselho de Administração do ICOMOS Portugal
  • Pedro Oliveira Inácio, Museu da Água
  • Raquel Raposo, Alenculta – Associação Cultural de Alenquer
  • Roberto Caneira, Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo
  • Sónia Colaço, Vereadora da Câmara Municipal de Almeirim

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Colóquio, programa completo

A Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge, juntamente com a Junta de Freguesia da Raposa, irá promover no próximo dia 21 de maio, a partir das 14.30h, um colóquio “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”. Este evento, que terá lugar num antigo moinho de água que hoje é a Casa da Cultura da Raposa (na aldeia da Raposa – Almeirim), tem como um dos objetivos trazer a um lugar onde predominaram os moinhos de água a outra face da atividade moageira. Terá o seguinte programa:

14.30 – Receção aos convidados e inscritos
15.00 – Sessão de Abertura
15.20 – Painel “Sobre a Realidade dos Moinhos de Vento Portugueses”, com a moderação de Maria Nélia Castelo. Intervenções:
– “Os Moinhos de Vento do Distrito de Aveiro”, por Armando Ferreira (investigador na área da molinologia e uma referência no estudo da molinologia em Portugal).
– “Moinhos com Novos Ventos”, por Fátima Nunes (moleira e mentora da candidatura dos moinhos de vento do Oeste a Património da Humanidade).
– “Moinhos de Vento da Região da Ribeira de Muge: o labor do vento em terra de moinhos de água”, por Samuel Rodrigues Tomé (investigador da área do património)
– “Metodologias Arqueológicas aplicadas ao Estudo dos Moinhos de Vento”, por Sílvia Casimiro e Rodrigo Garnelo Merayo (arqueólogos e coordenadores de uma escavação arqueológica num moinho de vento na Glória do Ribatejo)
16.40 – Debate
17.10 – Momento Cultural/musical


As inscrições podem ser feitas por formulário próprio (disponível no blog da Academia Itinerarium XIV), ou para o email academia.xiv@gmail.com e ainda o telefone  243 566 166 (sede da Junta de Freguesia da Raposa).

terça-feira, 10 de maio de 2016

Colóquio sobre moinhos

Numa ribeira cheia de moinhos, desde pelo menos o século xv, um colóquio sobre moinhos.
Termina com um momento musical, surpresa. 


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Recordando o Dia da Espiga

Em dia de chuva, para quem não vai poder ir apanhar e espiga, neste Dia da Espiga, feriado no concelho de Almeirim, pode alegrar-se com esta canção aqui recolhida, que retrata bem a alegria espontânea quando as pessoas saíam todas para os campos, comer, beber e conviver, e claro, "apanhar a espiga". Dizem, e diz a canção, que era neste dia que as criadas contavam a verdade às patroas.

Clique para ouvir


terça-feira, 12 de abril de 2016

Dia dos moinhos Abertos 2016

Descerramento do Cartaz Oficial dos Moinhos Abertos 2016

A cerimónia de Abertura contou com a presença da Sr.ª Vereadora Sónia Colaço e do Sr. Deputado Municipal António Cruz Martins, que aqui pousaram connosco para a foto. 

Iniciativa nacional, em que a Academia Itinerarium XIV participa pela terceira vez, contou este ano com um total 55 visitantes ao Moinho do Fidalgo (Paço dos Negros - Almeirim), apesar das condições adversas do tempo. Aqui esteve patente durante o fim-de-semana a exposição temática “Cereais da Ribeira de Muge: do canteiro à mesa”, que mostrava o percurso do cereal, desde que é cultivado, passando pela sua transformação no moinho, até às confeções gastronómicas.

Já no domingo tivemos uma tertúlia designada “Conversas no moinho com… Sónia Colaço, sobre «A Valorização do Património Ambiental Ribeirinho»”. Foi sem dúvida um momento apreciado pela plateia, em que todos os presentes aprenderam e interiorizaram um pouco mais a necessidade da valorização ambiental dos cursos de água, ao nível da flora, fauna e do seu papel não só no ambiente como também na sua integração no dia-a-dia de todos nós, e o quão importante e fonte de riqueza podem ser os recursos aquíferos.
Tertúlia com Sónia Colaço sobre a valorização do património ambiental ribeirinho. 

Além disto, há ainda a salientar o anúncio feito na cerimónia de abertura de um colóquio a decorrer no próximo dia 21 de maio, na Casa da Cultura da Raposa, em parceria com a Junta de Freguesia daquela localidade. Este colóquio irá incidir sobre os moinhos de vento, tendo como um dos objetivos trazer a esta zona uma realidade diferente daquela que conhecemos. O painel de oradores será constituído por um conjunto de personalidades com um percurso de investigação notável na área da molinologia e da arqueologia. Será sem dúvida um evento que marcará a forma de estar na cultura do concelho, e será um potenciador do turismo cultural. Já estão disponíveis algumas informações aqui no blog da academia sobre este colóquio, assim como um botão de acesso a um formulário para inscrição no mesmo aqui ao lado.