Numa visita ao moinho do Boneco - Moita dos Ferreiros, Lourinhã - durante mais de três horas, foi um gosto aprender com a sua Moleira, a Fátima Nunes, criadora do projecto de classificação dos moinhos a Património Imaterial da Humanidade. Parabéns Fátima. Aconselho marcarem uma visita.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Dom Sebastião e o Paço da Ribeira de Muge
D. Sebastião
Muitas são as histórias do rei D. Sebastião nas caçadas, nas coutadas de Almeirim e da Ribeira de Muja, conforme documentos coevos, e como o sugerem os relatos de fugas a D. Catarina, sua avó, para o seu paço preferido, durante as suas longas estadias no paço de Almeirim. Desta vez, aos 17 anos, estava o rei D. Sebastião em Almeirim desde 21-12-1571, e como nos diz a carta de 10-02-1572, do cardeal a Dona Catarina que estava em Enxobregas, o reizinho que já andava a congeminar Alcácer-Quibir, passou alguns dias no Paço da Ribeira: «elRey meu sor esta muito bem. não se lhe deve dizer algua cousa que dê algua sospeita. E elRey meu sor esta nos Paços da Ribeira e não a de vir senão amanhã a noite. E também esta para ir ver V. A. logo na entrada da coresma.» (A. Simancas, Estado, legajo 390, f. 88, citado em Joaquim Veríssimo Serrão, Os itinerários de D. Sebastião, 1568-1578).
Mais uma vez, nunca é demais recordar a nossa história, neste aniversário desta estadia, documentada, este blog quer recordar esta data, de algum modo desagravando os atentados que vem sofrendo este Paço e a memória dos que por aqui passaram, por políticos que não respeitam o património, a história e a nossa cultura.
Rainha D. Catarina
Portal do Paço dos Negros e capela de S. João Baptista ao fundo.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Apenas uma sugestão de quem conhece o terreno.
Estão a ver aquele abrigo de paragem de carreira lá ao fundo? Pois saibam que não mora ali ninguém, muito menos que ande de transporte público. (uma outra vantagem é de que está a cerca de 300 metros da paragem seguinte, e assim haveria uma melhor distribuição no terreno).
E para chegar lá? Estrada estreita, sem passeio, altas velocidades... Uma aventura temerária para chegar lá.
Já agora veja-se o acesso ao abrigo. Não é para coxos.
Porque não colocar um abrigo (este não, um novo), a cerca de 100 metros, na confluência com a rua Vale João Viegas, de onde podem captar passageiros? Veja-se abaixo. Espaço não falta.
E este, na mesma rua general Humberto Delgado.
Antes de colocarem estas grelhas, em 2016, era um mar de água, de 20 cm de profundidade. Impossível chegar lá.
Também este basta mudá-lo cerca de 80 metros mais abaixo, na confluência da rua das Ciprianas, para junto da Extensão de Saúde. Espaço não falta.
E será que a própria rodoviária não lhe interessa captar clientes?
Espera-se que nas obras que aí vêm, há eleições, e as obras nas ruas desta terra, foram em 2005, 2009, 2013, a Câmara tenha isto em conta em 2017, que esta rua bem precisa, e já se vê ali o estaleiro.
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E para chegar lá? Estrada estreita, sem passeio, altas velocidades... Uma aventura temerária para chegar lá.
Já agora veja-se o acesso ao abrigo. Não é para coxos.
Porque não colocar um abrigo (este não, um novo), a cerca de 100 metros, na confluência com a rua Vale João Viegas, de onde podem captar passageiros? Veja-se abaixo. Espaço não falta.
E este, na mesma rua general Humberto Delgado.
Antes de colocarem estas grelhas, em 2016, era um mar de água, de 20 cm de profundidade. Impossível chegar lá.
Também este basta mudá-lo cerca de 80 metros mais abaixo, na confluência da rua das Ciprianas, para junto da Extensão de Saúde. Espaço não falta.
E será que a própria rodoviária não lhe interessa captar clientes?
Espera-se que nas obras que aí vêm, há eleições, e as obras nas ruas desta terra, foram em 2005, 2009, 2013, a Câmara tenha isto em conta em 2017, que esta rua bem precisa, e já se vê ali o estaleiro.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Uma das grandes cantadeiras da Ribeira de Muge
Deixou-nos hoje uma das grandes cantadeiras da Ribeira de Muge: Leonor Florêncio. Não morreu, ficou connosco através da sua voz.
Clique para ouvir: Baldoninha.
https://dl.dropboxusercontent.com/u/4453889/Baldoninha%202.mp3
Clique para ouvir: Baldoninha.
https://dl.dropboxusercontent.com/u/4453889/Baldoninha%202.mp3
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Actas do colóquio sobre a realidade dos moinhos de vento portugueses
Índice
- Nota Prévia
- Objetivos do Colóquio
- Programa do Colóquio
- Mesa de Abertura
- Os moinhos de vento no distrito de Aveiro, por Armando Carvalho Ferreira
- Moinhos com Novos Ventos, por Fátima Nunes
- Os Moinhos de Vento na Região da Ribeira de Muge: o labor do vento em terra de moinhos de água, por Samuel Rodrigues Tomé
- Personalidades institucionais presentes
Encomendas para academia.xiv@gmail.com
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Homenagem a Frazão de Vasconcelos
Aproveitando a homenagem a Frazão de Vasconcelos, o primeiro que viu a importância do quinhentista Paço Real da ribeira de Muge, mais um pequeno/grande passo para o reconhecimento da História e fundação de Paço dos Negros, e da importância que este paço teve no século XVI, no auge da gloriosa História de Portugal, e pode vir a ter nesta época do turismo.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Um tributo da Academia a Frazão de Vasconcellos
A Academia Portuguesa da História (APH), representada pela sua secretária-geral (a Prof. Doutora Maria de Fátima Reis), estará presente na homenagem a Frazão de Vasconcellos promovida pela Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge, no próximo dia 1 de dezembro, às 15 horas, no Paço Real da Ribeira de Muge (Paço dos Negros - Almeirim).
Frazão de Vasconcellos foi o primeiro académico que estudou o Paço Real da Ribeira de Muge, e publicou um artigo sobre o mesmo da revista Brasões e Genealogias, em 1926. A Academia Itinerarium XIV assinala os 90 desta publicação dando a conhecer, em Paço dos Negros, quem foi Frazão de Vasconcellos, uma vez que é uma personalidade praticamente desconhecida aqui.
Frazão de Vasconcellos foi membro da Academia Portuguesa da História, e a Prof. Doutora Maria de Fátima Reis proferirá uma palestra intitulada "José Frazão de Vasconcellos na Academia Portuguesa da História".
Esta será, sem dúvida, uma oportunidade ímpar para conhecer melhor este vulto de cultura nacional, que além do Paço Real da Ribeira de Muge houvera publicado também um estudo em 1924 onde abordava o Convento de Nossa da Serra, também no concelho de Almeirim.
A sessão terminará com um momento cultural "Crespo com Trio de Cordas". Um tributo à cultura popular.
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