Porque se aplica mais que a nenhum lado "deste país", ao caciquismo e lambe-botismo reinantes no concelho de Almeirim, merece ocupar este espaço. Pela primeira vez documento alheio. Com a devida vénia.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Eu tive um sonho
“I have a dream”
Eu tive um sonho. Tive um sonho de que as entidades que superintendem sobre o Paço Real da Ribeira de Muge tinham decidido deixar de colaborar na sua degradação.
Sonhei que fora restaurada a harmonia e o pitoresco do local;
Sonhei que todo o complexo fora reabilitado;
Sonhei que os políticos concelhios têm uma visão de futuro, do interesse público, e não de compadrio;
Sonhei que foram feitas escavações sérias, no sentido de se vir a conhecer toda a cronologia histórica daquele local;
Sonhei que a azenha está a trabalhar, integrada num projecto turístico de qualidade;
Sonhei que fora construído um parque de merendas, onde se erguem os sombreiros característicos das palhotas dos negros;
Sonhei que o pomar real do século XVI fora resgatado e é agora um belo e frondoso jardim. Os seniores da Associação Manuel Cipriano, e turistas, ali passeiam, nas suas alamedas, por entre plantas e árvores da época;
Sonhei que a ribeira, em frente ao Paço, é agora um bonito lençol de água onde, no Verão, aos fins-de-semana, se passeiam pequenos barcos cheios de visitantes e turistas;
Sonhei que a capela voltara a ser uma obra de arte, dedicada ao seu patrono, S. João Baptista. Integrada num projecto integral turístico de qualidade, ali se voltaram a realizar alguns casamentos;
Sonhei que o povo de Paço dos Negros havia começado a entender e a ter orgulho na história e na cultura da sua terra, e o potencial turístico que tem o seu património edificado, histórico e cultural;
Sonhei que os políticos cumprem o seu dever e já não usam o povo para, na aldeia, de cima do palanque, distribuírem cheques e campos de relva sintética.
Eu tenho um sonho.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Adiafa
Um pequeno apontamento de uma Adiafa, em Benfica do Ribatejo, com a colaboração da Academia da Ribeira de Muge.
http://dl.dropbox.com/u/4453889/Adiafa%20Benfica%20do%20Ribatejo%2023_10_2010_CE.wmv
http://dl.dropbox.com/u/4453889/Adiafa%20Benfica%20do%20Ribatejo%2023_10_2010_CE.wmv
sábado, 16 de outubro de 2010
A ALMA E A GENTE - FORA DA REALIDADE
Acabei de ver o programa do Prof. José Hermano Saraiva sobre Almeirim e pareceu-me muito fantasista, fora da realidade que é Almeirim, hoje. pareceu-me até o Professor pouco convencido, quando fazia certas afirmações.
À excepção da parte em que falou da Marquesa de Alorna, todo ele pecou por excesso de gabarolice. Teria sido o Professor mal informado?
Disse que Almeirim era terra de muitas e amplas avenidas. Talvez seja defeito meu, mas eu só conheço uma e de uns escassos 500 m. A D. João I. E quanto a amplidão... numa ponta acaba numa ruela, na outra tem uma rotundinha.
Que Almeirim (e falava da grande produtora do melão de Almeirim), produz melão aos milhões. Todos sabemos que não é verdade. Consta até que aquele melão branco que mostraram, é produzido na sua maioria em Vila Franca e mesmo na vizinha Alpiarça. Que melão de Almeirim não se produz, hoje, um único exemplar em Almeirim. Que houve há anos um grande investimento para recuperar esta espécie, mas que caíra novamente no esquecimento.
A imagem não mostrou realmente um único melão esverdeado de Almeirim.
Que Almeirim tem a maior adega da península ibérica. Apenas não sei se será verdade. Mas a julgar pelo vinho que por aí se vê...
Já aquela história da sopa de pedra, do frade que deixou de o ser e passou a ser um romeiro que ia de viagem, que fez uma sopa e deixou a semente dos melões, não lembrava ao careca. Lá se vai o frade embusteiro.
Quem é que tem medo da memória e do nome da dona Mariana? A verdadeira inventora da sopa da pedra.
Adoro (ava) os programas do Professor, mas agora quando vir os seus programas, a julgar por este, passarei a estar de pé atrás.
Já agora porque é que esconderam o Paço Real da Ribeira de Muge? É um paço quinhentista, faz os 500 anos a 3 de Maio próximo. Sempre podiam mostrar as barbaridades que lhe estão fazendo, dentro do pátio e a toda a volta. É uma grande figura da cultura, merecia ver este monumento. O único no concelho que canta as glórias de quinhentos. Tiveram vergonha? Já não é mau. estão no bom caminho.
Assim com estes embustes não vamos lá.
Aterro em cima do Paço e dentro do Pomar real, Com estaleiro de obras a fazer rachas na parede.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Manuel Maria Cipriano e Jesuína Fidalgo Rosa PESSOAS DE BEM
Foi hoje, 27-9-2010, efectuado o registo notarial da Associação de Solidariedade Social Manuel Maria Cipriano, Paço dos Negros.
Jesuína Fidalgo Rosa e Manuel Maria Cipriano, pessoas de fé e de bem, como já se não encontra facilmente, ofereceram todos os seus bens para esta Associação.
Dizia o Benemérito, no acto da Escritura: Não tenho filhos…
Pois lhes digo eu: Têm, a partir de agora, em Paço dos Negros, 1324* filhos, pelo menos, que são tantos os habitantes de Paço dos Negros.
* Fonte INE.
Os beneméritos: Jesuína Fidalgo Rosa e Manuel Maria Cipriano.
Foto da capa do livro de sua autoria: Uma Viagem pelo Paraíso Natural da Ribeira de Muge.
domingo, 26 de setembro de 2010
FOLCLORE e folclorice
Parafraseando Mário Saa a propósito de uma outra ciência, a arqueologia:
...os preconceitos “folclóricos” quando este tema desabrochava para a ciência, mais não fizeram que um acumular de erros que não é fácil hoje desfazer.
Vem isto a propósito do meritório trabalho do Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo, o qual ontem tivemos o ensejo de apreciar no Cine-Teatro de Almeirim.
Pareceu-nos que está este Rancho com vontade de empreender um novo conceito de cultura popular, a devolver à palavra Folclore o seu genuíno significado: Cultura do povo. A retirar-lhe a carga negativa e aviltante, de coisa mais ou menos improvisada, mais ou menos fantasista, mais ou menos irreal, que em Portugal passou a aplicar-se também a pessoas cujos actos têm estas características, que um pseudo folclore, sem se firmar nas raízes, mais ou menos circense, que por aí pulula, tem permitido que degenerasse.
Trabalho artístico que, repito, tem mérito, contudo, porque baseando-se em filmes, jóias raras é certo, de meados do século xx, pode enfermar por, talvez, não reconhecer estes já atacados dessa doença da propaganda de um certo regime, que tem vitimado o nosso folclore como genuína expressão da cultura de um povo.
O que é genuíno, desde que bem representado, é bom. A prová-lo um momento bem conseguido, e aplaudido, que foi uma dança, talvez “à sesta”, apenas ao som de uma flauta.
O final do espectáculo, a apologia dessas fantasias que tiveram o seu tempo, foi a prova provada dessas influências perniciosas, culturais e políticas, que muitos designam de salazaristas, de que se não consegue a nossa cultura libertar.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Inaugurações e legitimidades
À parte as pequenas estórias, e rivalidades, que sempre acontecem nestas inaugurações nestas pequenas aldeias, manda a verdade que se reponha o rigor histórico no processo da construção da igreja e casa mortuária de Marianos, agora inauguradas com pompa e circunstância.
Eis a votação, em Assembleia de 6 de Setembro de 2008: (da INTERNET).
Total de Votantes 24: PS 14, restante Oposição 10.
Foi aprovada com 12 votos a favor:
CDU 6
PSD 3
CDS 1
2 DO PS QUE VOTARAM CONTRA A ORIENTAÇÃO DO PARTIDO.
(1 de Sílvia Bento e o voto de qualidade do Presidente da mesa Armindo Bento).
1 abstenção do PS.
11 PS votaram contra, isto é, todos os restantes membros da Assembleia.
Alguns deles os mesmos que ora se vangloriam desta inauguração.
Como se viu, foram os que no sábado, no campo da bola, pela obra feita, deitaram os foguetes, se auto-elogiaram, um verdadeiro panegírio, aliás penso que sem qualquer mérito seu, pois foi com o dinheiro de todos nós, a que não faltou a baba e o ranho habituais, foram os mesmos que votaram em Assembleia contra o apoio à sua construção.
Foi de tal modo o aproveitamento político e o outo-elogio, que no domingo ainda era notório a ressaca e o mal-estar nas caras dos ditos, e nos discursos sofridos e emocionados daqueles que realmente trabalharam e deram o seu tempo, o seu descanso, e porventura o seu dinheiro, que nestas coisas quem se mete nelas, tem sempre de dar, e se viram relegados.
Onde estavam os que permitiram a sua aprovação na Assembleia Municipal, tanto da Oposição, como os que votando decerto contra a indicação do partido: Armindo Bento, Sílvia Bento, pois foram eles que permitiram a aprovação. Não os vi lá. Não foram convidados?
Pessoal de Marianos, pareciam muito felizes, é certo, mas não lhes fica bem a ingratidão, e muito menos bater palmas a quem se aproveita da inciativa e trabalho dos outros.
Fica registado este caso para a história destas pequenas aldeias da Ribeira de Muge.
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