segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dia dos Moinhos

Foi dia de lembrar os nossos antepassados que estiveram na guerra em França.



Poemas da época, recolhidos localmente




































































quarta-feira, 28 de março de 2018

Dia dos Moinhos Abertos e Comemorações da Primeira Grande-Guerra



Nos próximos dias 7 e 8 de abril o Moinho do Fidalgo, localizado na aldeia de Paço dos Negros - Almeirim, irá estar aberto para visitas, enquadrado na iniciativa nacional "Dia dos Moinhos Abertos". A iniciativa nacional começou em 2006 e desde 2014 que a Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge lhe dá corpo em Paço dos Negros no Moinho do Fidalgo.

Tendo em conta a proximidade ao dia 9 de abril, em que se assinala neste ano o centenário da Batalha de La Lys, a exposição temática durante o moinho aberto terá como título "100 Anos da Batalha de La Lys - Influências da 1.ª Guerra Mundial na Freguesia da Raposa". Tendo em conta que todo o vale do médio curso da Ribeira de Muge (onde se insere a Raposa, Paço dos Negros e Marianos) eram uma única freguesia à época, a exposição trará informações sobre os soldados que participaram neste evento bélico naturais desta freguesia e moradores não só nestas aldeias como em vários casais bordejam a ribeira. 

A par desta exposição, e além da normal visita ao moinho e às suas tecnologias e maquinarias, como vai já sendo costume, contaremos também com a presença de José João Pais, que irá proferir a palestra  "Recordando a batalha de La Lys. 9 de abril de 1918". O programa oficial segue abaixo: 

Dia 7 de abril, Sábado
15.00h - Descerramento do Cartaz Oficial dos Moinhos Abertos 2018
15.00h - Inauguração da Exposição no Moinho. 
15.00h às 18.00h - Moinho Aberto. 

Dia 8 de abril, Domingo
15.00h às 18.00h - Moinho Aberto. 
15.30h - Palestra "Recordando a batalha de La Lys. 9 de abril de 1918" com José João Pais. 


Momento cultural com declamação de "Versos" alusivos à 1.ª Guerra Mundial. 

sábado, 24 de março de 2018

Iniciativas 2017


I. Iniciativas
a. Dia dos Moinhos Abertos (8 e 9 de Abril)
No ano de 2017 a Academia Itinerarium XIV voltou a inscrever o Moinho do Fidalgo na iniciativa nacional “Dia dos Moinhos Abertos”, que nesta edição contou com 374 engenhos abertos por todo o país ao mesmo tempo. O Moinho do Fidalgo é o único inscrito na iniciativa como moinho de água do Distrito de Santarém. Para além de mantermos o moinho aberto a visitas, com o seu espólio, contamos ainda com: 
  • Exposição temática "Moinhos de Vento do Oeste a Património da Humanidade", em apoio à candidatura destes engenhos a Património Imaterial da Humanidade. O Moinho do Boneco (na Moita dos Ferreiros - Lourinhã) apoiou a conceção desta exposição. 
  • Promovemos a realização de um cordão humano em torno do Moinho do Fidalgo, para chamar à atenção dos problemas que os moinhos atravessam hoje em dia, a nível de sustentabilidade e conservação. Esta iniciativa deu-se ao mesmo tempo nos Moinhos da Pinhôa, em Moita dos Ferreiros, Lourinhã. 
  • O Rancho Folclórico do Granho fez uma apresentação de quadros etnográficos no Moinho do Fidalgo. 


b. Colóquio “Culto Mariano” (10 de junho)
A Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge voltou a empreender um colóquio em parceria com a Junta de Freguesia da Raposa. Esta segunda edição foi subordinada ao tema "O Culto Mariano", e como é objetivo destes colóquios, além de se abordar a realidade local, foram também abordadas outras realidades, com oradores vindos de fora. Assim, existiram no evento as seguintes intervenções: 
  • "As Festas em Honra de Nossa Senhora da Glória", por Roberto Caneira, presidente da Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo. 
  • "O Culto a Nossa Senhora do Castelo em Coruche", por Ana Maria Correia, técnica do Museu Municipal de Coruche. 
  • "A religiosidade popular na Ribeira de Muge", por Manuel Evangelista, membro da Academia Itinerarium XIV da Ribeira de Muge. 
  • "A Ascenção Cultual de Maria", por Aurélio Lopes, Antropólogo. 


c. Entrega de carta-aberta às forças políticas concorrentes às eleições autárquicas
Sendo 2017 ano de eleições autárquicas, e depois de uma carta aberta onde se denunciou ao Executivo Municipal o estado de degradação do Paço Real da Ribeira de Muge em 2015 e 2016, neste ano de 2017 foram entregues às forças políticas concorrentes às eleições Autárquicas do Concelho de Almeirim uma carta aberta onde se exortou que este tema fizesse não só parte da agenda da campanha eleitoral, como dos respetivos programas apresentados ao escrutínio da população. 


II. Publicações
  • EVANGELISTA, Manuel – Historial da Igreja de Paço dos Negros (ed. De autor) 
  • TOMÉ, Samuel Rodrigues - “Moinho do Fidalgo – História, Tecnologia e Valorização de um Engenho Centenário”, in Molinologia Portuguesa – Atas do III Encontro Nacional de Molinologia, n.º 6. Ed. Etnoideia / Rede Portuguesa de Moinhos. 



III. Comunicações e Participação em Eventos 
  • JANEIRO – 23 – Apresentação da base de dados da “Música Portuguesa a Gostar dela Própria”, promovida por Tiago Pereira, no Teatro da Trindade em Lisboa. Manuel Evangelista participa com a intervenção “Recolhas para o Romanceiro da Ribeira de Muge”. 
  • JUNHO - 17 e 18 - IV Encontro Nacional de Molinologia, promovido pela Rede Portuguesa de Moinhos, na Ponte de Sor. Samuel Rodrigues Tomé participa como orador, com a comunicação "Paço dos Negros: a atividade moageira numa aldeia da Charneca Ribatejana".
  • AGOSTO – 14 – Festival Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar. Manuel Evangelista participa com uma intervenção sobre “O Romanceiro da Ribeira de Muge”.
  • OUTUBRO – 21 – Festa de Santa Iria, promovida pelo Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão em Santarém. Manuel Evangelista participa como orador com a comunicação “O Romanceiro da Ribeira de Muge”. 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

2 DE FEVEREIRO, DIA DA SENHORA DAS CANDEIAS

Coisas do povo, recolhidas em Paço dos Negros, Almeirim, para dia 2 de Fevereiro que é dia de Santa Maria, Senhora das Candeias:

Se queres saber qual é o teu dia, jejua à véspera de Santa Maria.

Se chover água miudinha, há muitas abelhas, muito mel… Se for chuva grossa, os enxames só deitam zângãos.

Chuva pelas Candeias, mel, abelhas e colmeias.

Pelas candeias, cada pingo de água é uma abelha.

«No dia de Santa Maria é o dia que as andorinhas começam a chegar e o milheirós a abalar.
As andorinhas criam cá no Verão e depois vão em grandes bandos para a nação delas. O milheirós passa cá o Inverno, mas é dizimado pelo homem porque o milheirós é bom para comer; quando abala vão só meia dúzia deles.
A andorinha no caminho encontrou o milheirós:
- Adeus compadres patalocos
Então foram muitos e vieram poucos…
- Adeus comadres putas
Então foram poucas e vieram muitas.»

domingo, 21 de janeiro de 2018

CERCA DO POMAR REAL DE PAÇO DOS NEGROS, DE 1511, ATÉ HÁ DIAS ATRÁS...

Apetecia-me citar Mário Saa, num caso diverso, mas igual… «bem assim uma prancha de argila, com inscrição, prontamente estilhaçada e dispersa pelo próprio jornaleiro que a encontrou… o qual, homem novo, sabia ler e escrever. (É incurável o mal da “barbaria”; não há letras que a extirpem!)».



Qual a mais valia com a aceleração da destruição, se ali nem passa muita água?

Com o rebaixamento do muro, (e o entalamento das pedras), será para que o mesmo caia rapidamente? Só pode...
Anexo carta, das cerca de uma qinzena, publicadas, onde vemos este pomar real, aquando da nomeação dos almoxarifes, este, tal como os anteriores, nos 250 anos transactos, mantém a obrigação de manter o pomar com as suas ruas limpas pelo que deve trazer permanentemente dois homens adidos a este serviço, para o que recebia, em somatório, 40 mil reais por cada um ano:
«Sua Majestade atendendo a ser o dito Paulo Soares da Mota filho legítimo e mais velho de João de Seixas Henriques último proprietário que foi do oficio dos Paços dos Negros da Ribeira de Muge e confiando-lhe que de tudo dará inteira satisfação e servirá bem e fielmente há por bem fazer mercê ao dito Paulo Soares da Mota da propriedade do oficio de almoxarife dos Paços dos Negros da Ribeira de Muge que terá e servirá enquanto o dito senhor o houver por bem e não mandar o contrário com o qual oficio haverá de seu ordenado quarenta mil reais em dinheiro pago no almoxarifado dos Paços Reais desta cidade com a obrigação de pagar à sua conta a dois hortelões que são necessários para a horta que trará sempre cultivada com as suas ruas limpas com árvores de fruto e silvestres e fará seus mesmos os frutos da mesma horta e das terras anexas ao Paço e mais haverá dois moios de trigo e dois de cevada pagos pelo almoxarifado das Jugadas de Santarém tudo com conhecimento das Sisas e Paços reais em que conste ter satisfeito as obrigações do mesmo ofício e os mais prós e percalços que direitamente lhe pertencerem sendo também obrigado a residir a maior parte do ano no referido Paço e esta mercê lhe faz com a Clausula Geral na forma do Decreto xxx? de que foi passada carta a 3 de Março de 1769.