terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pequenas histórias da história

 

Voz do Povo

O pesquisador/historiador anda na rua e claro ouve o povo anónimo. E o que é que ele ouve? Ouve dizer que "a casa da cultura de Fazendas de Almeirim, que, consta, custou a módica quantia de 2 milhões, inaugurada por acaso, só por acaso, em cima destas eleições, agora para dançar o rancho não serve, escorrega, nem para o petisco, é fina demais", pois de cultura é o que têm para  colocar dentro de tão luxuoso palácio. ...O petisco esta parte da cultura que "é o melhor que se leva desta vida", que começa no estômago e acaba na pia, bem merece, fica bem em tão carote palácio. Parabéns aos caciques senvergonhistas e aos beijacus que não tiveram coragem de alertar os caciques que aquilo não servia os fins propostos, se é certo o que o povo anónimo diz. Se não é peço desculpa.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Pequenas histórias da História

 

As pequenas histórias da História também podem e devem ser contadas. É um dever do Historiador.

Como pesquisador e historiador local, espaçadamente, vou tentar manter aqui estas pequenas mas não menos interessantes e reveladoras histórias.

Eis uma pequena história:

Em finais de 2009, um grupo de cidadão e cidadãs de Paço dos Negros resolveu honrar a sua História e comemorar os 500 anos do seu Paço que aconteceria em Maio do ano de 2011.

Para tal, nos meses antecedentes prepararam, e nos seis meses anteriores à data exibiram, no Paço, um programa cultural, mensal, baseado na cultura e na História local. Pode dizer-se que o programa foi um sucesso.

Nada disto mereceria figurar nesta colecção de “pequenas histórias” se não fosse dar-se um caso que deve ser único em todo o país, e que revela bem o que se passa em Almeirim.

Convidadas as forças vivas do concelho, as cerca de 60 associações do concelho de Almeirim, para estarem presentes nas comemorações, no Paço, no dia 14 de Maio de 2011, onde foi publicado um livro sobre a História deste Paço, ou fazerem-se representar, nem uma compareceu, ou sequer respondeu. (honra ao presidente da junta de Fazendas e a um vereador da oposição. Peço desculpa se alguém esteve, e não tive conhecimento). Estiveram presentes várias personalidades da vida e da cultura nacional.

Ajuíze o meu leitor do grau de caciquismo reinante neste concelho.

clique para ver um excerto do programa:

http://youtu.be/Lc3SnTpDiIc

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O PÔR-DO-SOL NA MINHA ALDEIA

Todos os anos, a 27/28 de Julho o sol vem beijar as ruas da minha aldeia. Um fenómeno interessante. São cinco ruas, todas com a mesma direcção, paralelas, em linha recta, com inclinação suave, algumas de cerca de 4,5 kms, da ribeira de Muge à Serra de Almeirim. Foi a povoação delimitada no ano de 1815, foram rasgadas as ruas cerca de 1900, bem mereciam que a Câmara de Almeirim olhasse para esta situação privilegiada, de modo a fazer delas futuras amplas avenidas e não meros carreiros de cabras, entregues ao belo-prazer de cada habitante que por vezes se mostra mais ganancioso e ignorante que o vizinho.

P1070575 P1070576 P1070578 P1070579 P1070580 P1070581 P1070584 P1070586

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Poema ao paço

Com a devida vénia ao blogue, “em busca do património”, de Samuel Tomé.
Nos 96 anos do nascimento de Francisco Henriques

Em homenagem ao poeta de Almeirim, defensor da história da sua terra, ou não a deixasse escrita, sob forma de sonetos, no Cântico à Minha Terra!


O Paço dos Negros

Contemplo estas ruínas seculares,

Restos mortais de um Paço majestoso:

Muro ameado e brasão do Venturoso

Ladeado por esferas armilares.

 

Agora, estes históricos lugares,

Paraíso perdido – e tão saudoso! –

Evocam, no abandono lastimoso,

Coutada, moinhos, hortas e pomares.

 

A Ribeira de Muge já não canta

Sob a janela manuelina, à Infanta,

Nem a trompa anuncia as montarias.

 

Até que um novo almoxarife assome

E afaste o mau presságio do teu nome,

Paços dos Negros, negros são teus dias.

 

Francisco Henriques, Cântico à Minha Terra

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Este blog apenas fala de Cultura. Fala, por isso, de um acto superior de cultura.

 
Manuel da Conceição Evangelista é mandatário para a Assembleia de Freguesia de Fazendas de Almeirim

foto minha copyNatural e residente em Paço dos Negros, Manuel da Conceição  Evangelista tem 62 anos, é casado e pai de três filhos. Licenciado em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, em adulto, como trabalhador estudante. Foi revisor de bilhetes, inspector, e inspector-chefe na CP. 

“Sempre me interessei pela história e pela cultura da minha terra, bem como da empresa onde trabalhei; actualmente dedico-me a pesquisar e registar a história, a cultura, a etnografia da minha terra, e região da Ribeira de Muge.”

Tem oito livros publicados:

· Histórias da Ribeira de Muge, 2004

· Lendas da Ribeira de Muge, 2004

· Mulheres da Ribeira de Muge - Orações, 2005

· Rudes Histórias da Ribeira de Muge, 2005.

· Paço dos Negros da Ribeira de Muge – A Tacubis Romana, 2011

· Histórias Ferroviárias, 2012

· Contos de Entre-Muge-e-Sorraia, 2012.

· Contos do Rei Preto e outros contos do Paço, 2013.

· (Em breve conta publicar: O Romanceiro da Ribeira de Muge, o Cancioneiro da Ribeira de Muge.)

“É um dever de cada cidadão contribuir para elevar e dignificar a nossa Sociedade e a nossa Cultura. É, por isso, com orgulho que desde o primeiro dia estou com o MICA e sempre ciente das responsabilidades inerentes ao cargo de mandatário para a assembleia de freguesia de Fazendas de Almeirim. Dentro da homogeneidade de posturas e atitudes político-partidárias no nosso concelho, defendo que o MICA demarca-se das outras candidaturas pela total ausência de mordaças e de carreirismo partidários e desta forma apenas lhe sobra a motivação pela defesa sustentada, e quantas vezes incompreendida, dos interesses da população. Espero contribuir para o sucesso do MICA que será a vitória da cultura e da cidadania no concelho de Almeirim.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

À atenção da Câmara de Almeirim

 

Ao escutar hoje o discurso do senhor Presidente da República, na defesa do nosso património histórico-cultural, e pensar no que poderia ser feito para valorizar e rentabilizar este monumento, claro que senti vergonha. Vergonha pelo modo como um monumento único da história de Portugal, o Paço da Ribeira de Muge, construído para ser um espaço de lazer da Corte, no ano de 1511, o período de maior glória da História Nacional, tem sido tão maltratado pela Câmara de Almeirim.

Que pelo menos fique registada a indignação de um cidadão que conhece a história deste monumento.

 

Estado a que chegou o Paço em 2004.

vista actual do largo do paço 9-2004

 

Estaleiro de obras em cima do monumento histórico (2009).

estaleiro em cima do Paço

Vista actual do interior do pátio.paço para classificação 005

Maqueta do paço(interior).

maqueta 1

terça-feira, 28 de maio de 2013

Academia da Ribeira de Muge - Folclore genuíno

Paço dos Negros orgulha-se de ter guardado das suas raízes culturais, do século XVI?, o seu ex-libris, esta "Dança do Fidalgo", genuína, uma pérola que, segundo opiniões avalizadas, pode competir a nível mundial, com outras danças folclóricas e étnicas.

Dança do Fidalgo

(Interpretação: Jerónimo Baptista)
(clique para ouvir)