segunda-feira, 14 de maio de 2012

Máscara Ibérica


Pequeno apontamento da manifestação de cultura popular, no sábado, na Rua Augusta em Lisboa, integrada na mostra da máscara Ibérica. Manifestação que pretende ir ao fundo das raízes culturais dos povos da península. Impressionante.






















segunda-feira, 23 de abril de 2012

ETAR DE PAÇO DOS NEGROS


Sobre este assunto e de minha lavra, como cidadão, devo dizer que acho muito estranho ir-se fazer uma ETAR a montante da povoação, segundo consta em zona protegida. Penso que bombear o produto a tratar, alguns quilómetros, terá custos desnecessários, e problemas permanentes, que seriam anulados se tivesse sido construída a jusante, e onde existem muitos, muitos e muitos, milhares de hectares de terra, decerto aptos a receber esta infraestrutura. De Paço dos Negros à Raposa, vão seis kms desabitados.
Isto são ideias de um leigo, mas de um cidadão que pensa pela sua cabeça.

Como pesquisador das coisas da cultura da minha terra, Paço dos Negros, não resisto a citar um  "verso" das mulheres iletradas desta minha terra que diz:

AJUDA-ME Ó CAMARADA
A VENCER ESTA DEMANDA
ÁGUA DE LADEIRA ACIMA
SEM SER PUXADA NÃO ANDA.

E são elas iletradas...


Agora, como cidadão, só espero que funcione bem e não venha a cair-nos em cima, desnecessariamente, pela ribeira, toda a porcaria que queremos irradicar da aldeia.

Não tive conhecimento desta inauguração, nem conheço pessoa que tivesse tido este conhecimento prévio.
Tive conhecimento pelo jornal O Almeirinense online, do próprio dia 20, cuja foto, sem povo, sem secretário de Estado, mas que fala, e com a devida vénia, anexo.



foto do jornal O Almeirinense, online.




Igualmente com a devida vénia, republico do Blog NÓS SOMOS CAPAZES:

Festa de inauguração de quatro ETAR acabou com porco no espeto e música”- o aumento brutal do custo da água suportado pela população dá para estas “brincadeiras” de mau gosto. 

Como podemos constatar trata-se de uma obra onde foram “enterrados” mais de 1,3 milhões de euros, financiada pela Comunidade Europeia, a quem certamente não foi comunicado a violação de todas a normas legais quer a nível da violação da Reserva Ecológica Nacional, da Reserva Agrícola Nacional , do Plano Director Municipal de Almeirim , quer a nível ambiental. Como dizia Chruchill “ a MENTIRA” consegue dar a volta ao Mundo antes de a VERDADE ter a sua OPORTUNIDADE”


A lei é o que nos separa do caos, o que nos protege da iniquidade, é o melhor esforço humano para perseguir a justiça. Sem o Estado de Direito não há Estado, há "Far West". 
Porque é que a "dita" ETAR está ligada para a RIBEIRA DE MUGE?

ALMEIRIM – Como as coisas vão acontecendo sem um assumir de  responsabilidades!

Todos nós sabemos que uma inauguração é uma solenidade com que  assinala e celebra o início do funcionamento de alguma coisa. Mas, neste nosso Município “acontecem as ditas inaugurações”, que mais não são, manobras de diversão e do "faz de conta, que inexplicavelmente e  “apesar de manobras fantasiosas”, continuam a beneficiar da situação de impunidade que se vive no nosso País.
Realizou-se esta sexta-feira, dia 20, a “ pretensa inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Paço dos Negros, que como se sabe ainda não está a funcionar – será que algum dia funcionará em condições ambientais e legais?
Esta “pretensa inauguração” duma denominada ETAR- que significa estação de tratamento de águas residuais” , onde na sua construção  foram violados de forma consciente, concertada e impune o Plano Director Municipal de Almeirim (PDM) e o R.M.E.U (regulamento Municipal de Edificações e Urbanizações) ilegalidades relevantes, bem assim como confirmada a violação culposamente os instrumentos de ordenamento, e da REN e RAN e que pelo o facto da ARH do Tejo vir, a dar a sua aprovação em altura posterior, à obra ter sido concluída não retira o carácter ilícito àquela conduta de prática reiterada diversas ilegalidades que consubstanciam violação culposa de instrumentos de ordenamento do território e de planeamento urbanístico válidos e eficazes, conforme a decisão da Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território,  que procedeu ao levantamento de diversos autos de noticia e à aplicação de diversas coimas. (vide documento).
Apesar de anunciado com “pompa e circunstância”, nenhum membro do Governo, esteve presente, que obviamente “não quiseram com a sua presença credibilizar uma obra construída ilegalmente”  o que devia envergonhar os responsáveis políticos do nosso Município, que mais uma vez não dignificaram a população e o concelho de Almeirim, que neles votou – como diz o ditado popular, “ horas sem fim as galinhas cacarejam e a capoeira bate palmas por nada e para nada”.

sábado, 21 de abril de 2012

Festival de folclore internacional de Almeirim

Agradável surpresa, ontem 20, às 18 horas, no Parque das Laranjeiras. Uma peça cada grupo, agradável, alegre, nada maçador. Terminou com todos juntos, a dançar AI SE EU TE PEGO. Só mesmo os brasileiros. Pena o telemóvel já não ter mais espaço.
















terça-feira, 10 de abril de 2012

Documentos da nossa História


Apesar de os registos da freguesia de Santo António de Raposa, Torre do Tombo, mic. 1506, se iniciarem em 1706, como uma visitação em 1707, 


existe referência anterior:



sábado, 31 de março de 2012

Documentos da nossa História


O documento de 31 de Maio de 1483 que é tido como, de algum modo, a data da criação do concelho de Almeirim.




Torre do Tombo, Livro 6 da Estremadura, fols. 278v-279. (microfilme 1002)

Os moradores da vila de Almeirim. Privillégio por que são escusos de pagar em pedidos, peitas, fintas, talhas, serviços.
Dom João e etc. A quantos esta carta virem fazemos saber que considerando nós como el-rei dom João meu bisavô que Deus haja edificou nossa vila e paços de Almeirim, e como isso mesmo ele e el-rei D. Duarte meu avô e el-rei meu senhor e pai cujas almas Deus haja, sempre folgaram de ter os ditos paços mui bem corregidos e a dita vila bem povoada para quando a ela fossem seus oficiais e alguns cortesãos, acharem pousadas em que pudessem ser aposentados, e desejando nós nesta parte seguirmos o que eles seguiram e também por que nosso desejo e vontade sempre foi e é nós nisto conformarmos com suas vontades, e para a dita vila ser melhor povoada e aproveitada a terra dela, por lhe termos afeição e nela muito nos desenfadarmos e querendo fazer graça e mercê aos moradores dela que ora são, e ao diante pelos tempos forem, temos por bem e queremos que daqui em diante sejam privilegiados e escusados, de não pagarem em nenhuns nossos pedidos, peitas, fintas, talhas, serviços emprestidos? que por nós daqui em diante forem lançados, por qualquer guisa e maneira que seja, nem vão com presos, nem com dinheiros, nem sejam tutores, nem curadores de nenhumas pessoas fora da dita vila e termo dela, posto que as tutorias sejam lídimas, nem sirvam em pontes nem em fontes, senão naquelas que se houverem de fazer na dita vila e seu termo, nem sejam isso mesmo postos por besteiros do conto. Outrossim queremos e mandamos que nenhuma pessoa ou pessoas de qualquer estado e condição que seja, não pousem com eles em suas casas de morada, adegas, nem cavalariças, nem lhe tomem deles roupa de cama, alfaias de casa, palha, cevada, lenha, galinhas, gados, nem outras nenhumas coisas de seu, contra suas vontades, nem lhes tomem suas bestas de sela, nem de albarda, para nenhumas cargas, salvo para as nossas e da rainha, e do princípe, meus sobre todos muito amados e prezados mulher e filho, para quando nós e a Rainha e o princípe formos, todos ou cada um de nós, na dita vila, então não serão escusados e servirão com aposentadoria, que segundo nossa ordenança são ordenadas. E porém mandamos a todos os nossos Corregedores, Juizes e Justiças, oficiais e pessoas a que o conhecimento deste pertencer por qualquer guisa que seja e esta nossa carta for mostrada que hajam daqui em diante os moradores na dita vila de Almeirim por escusados e relevados de todas as coisas sobreditas e cada uma delas, e os não costranjam nem mandem constranger, para ele em alguma maneira, porquanto assim é nossa mercê. Dada em a vila de Avis a 31 de Maio, Pedro Alvares a fez, de mil 1483. E eu Afonso Garcês secretário do dito senhor a fiz escrever, por seu mandado subscrevi.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Documentos da nossa história

Longe vão os tempos em que o fio de água que é hoje o domesticado e poluído rio Tejo saltava das margens.
Este documento mostra-nos uma ordem da Rainha regente D. Catarina, ordenando que o leito do rio Tejo volte a passar junto a Santarém.






quarta-feira, 7 de março de 2012

Coisas que acontecem?


Com a devida vénia do blog "Coisas que me apetece dizer".

Desde 1991 que nos foi “ensinado” que a grande aldeia de Fazendas de Almeirim, no concelho de Almeirim, passou a Vila. Mudou até o nome, passou a designar-se Vila de Fazendas de Almeirim, antes que alguém pusesse em causa a nova classificação – Vila!!!
Mas… será que é mesmo vila?
A lei evocada (80/91 de 16 de Agosto) elevou à categoria de vila uma localidade com o mesmo nome mas no concelho de Santarém, não no de Almeirim. Assim sendo…
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