domingo, 12 de dezembro de 2010

Academia da Ribeira de Muge - Folclore genuíno

Paço dos Negros orgulha-se de ter guardado das suas raizes culturais, quiçá do século XVI, o seu ex-libris, esta "Dança do Fidalgo", genuína, uma pérola que, segundo opiniões avalizadas, pode competir a nível mundial, com outras danças folclóricas e étnicas.


(Interpretação: Jerónimo Baptista)
(clique para ouvir)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Concerto de Natal

Um pequeno excerto do concerto de Natal de ontem, 8-12,no Paço Real, inserido nas comemorações dos 500 anos do Paço Real da Ribeira de Muge.


Uma peça, das recolhas na Ribeira de Muge,  ali cantada:

(Clique para ouvir)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pobre povo

Porque se aplica mais que a nenhum lado "deste país",  ao caciquismo e lambe-botismo reinantes no concelho de Almeirim, merece ocupar este espaço. Pela primeira vez documento alheio. Com a devida vénia.




quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu tive um sonho

“I have a dream”

Eu tive um sonho. Tive um sonho de que as entidades que superintendem sobre o Paço Real da Ribeira de Muge tinham decidido deixar de colaborar na sua degradação.
Sonhei que fora restaurada a harmonia e o pitoresco do local;
Sonhei que todo o complexo fora reabilitado;
Sonhei que os políticos concelhios têm uma visão de futuro, do interesse público, e não de compadrio;
Sonhei que foram feitas escavações sérias, no sentido de se vir a conhecer toda a cronologia histórica daquele local;
Sonhei que a azenha está a trabalhar, integrada num projecto turístico de qualidade;
Sonhei que fora construído um parque de merendas, onde se erguem os sombreiros característicos das palhotas dos negros;
Sonhei que o pomar real do século XVI fora resgatado e é agora um belo e frondoso jardim. Os seniores da Associação Manuel Cipriano, e turistas, ali passeiam, nas suas alamedas, por entre plantas e árvores da época;
Sonhei que a ribeira, em frente ao Paço, é agora um bonito lençol de água onde, no Verão, aos fins-de-semana, se passeiam pequenos barcos cheios de visitantes e turistas;
Sonhei que a capela voltara a ser uma obra de arte, dedicada ao seu patrono, S. João Baptista. Integrada num projecto integral turístico de qualidade, ali se voltaram a realizar alguns casamentos;


Sonhei que o povo de Paço dos Negros havia começado a entender e a ter orgulho na história e na cultura da sua terra, e o potencial turístico que tem o seu património edificado, histórico e cultural;
Sonhei que os políticos cumprem o seu dever e já não usam o povo para, na aldeia, de cima do palanque, distribuírem cheques e campos de relva sintética.
Eu tenho um sonho.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

A ALMA E A GENTE - FORA DA REALIDADE

Acabei de ver o programa do Prof. José Hermano Saraiva sobre Almeirim e pareceu-me muito fantasista, fora da realidade que é Almeirim, hoje. pareceu-me até o Professor pouco convencido, quando fazia certas afirmações.

À excepção da parte em que falou da Marquesa de Alorna, todo ele pecou por excesso de gabarolice. Teria sido o Professor mal informado?

Disse que Almeirim era terra de muitas e amplas avenidas. Talvez seja defeito meu, mas eu só conheço uma e de uns escassos 500 m. A D. João I. E quanto a amplidão... numa ponta acaba numa ruela, na outra tem uma rotundinha.

Que Almeirim (e falava da grande produtora do melão de Almeirim), produz melão aos milhões. Todos sabemos que não é verdade. Consta até que aquele melão branco que mostraram, é produzido na sua maioria em Vila Franca e mesmo na vizinha Alpiarça. Que melão de Almeirim não se produz, hoje, um único exemplar em Almeirim. Que houve há anos um grande investimento para recuperar esta espécie, mas que caíra novamente no esquecimento.

A imagem não mostrou realmente um único melão esverdeado de Almeirim.

Que Almeirim tem a maior adega da península ibérica. Apenas não sei se será verdade. Mas a julgar pelo vinho que por aí se vê...

Já aquela história da sopa de pedra, do frade que deixou de o ser e passou a ser um romeiro que ia de viagem, que fez uma sopa e deixou a semente dos melões, não lembrava ao careca. Lá se vai o frade embusteiro.

Quem é que tem medo da memória e do nome da dona Mariana? A verdadeira inventora da sopa da pedra.

Adoro (ava) os programas do Professor, mas agora quando vir os seus programas, a julgar por este, passarei a estar de pé atrás.

Já agora porque é que esconderam o Paço Real da Ribeira de Muge? É um paço quinhentista, faz os 500 anos a 3 de Maio próximo. Sempre podiam mostrar as barbaridades que lhe estão fazendo, dentro do pátio e a toda a volta. É uma grande figura da cultura, merecia ver este monumento. O único no concelho que canta as glórias de quinhentos. Tiveram vergonha? Já não é mau. estão no bom caminho.

Assim com estes embustes não vamos lá.


Aterro em cima do Paço e dentro do Pomar real, Com estaleiro de obras a fazer rachas na parede.